EU NASCI HÁ 33 ANOS ATRÁS
Olá, pessoal! Seja muito bem-vindo ao meu blogger virtual.
Pra quem ainda não me conhece, eu me chamo José Cândido Neto. Sou pernambucano de raiz, nascido na zona rural da querida cidade de Quipapá. Orgulhosamente filho de agricultor e de uma mãe analfabeta que me deu as maiores lições de sabedoria da vida.
Hoje, se você olhar para mim, vai ver um químico formado e mestrando pelo ProfQui (Mestrado Profissional em Química). Mas, para chegar até aqui, o caminho teve mais curvas — e desafios — do que a estrutura de um polímero. Estudante concurseiro, 60% fluente em inglês , gosto de estudar pq isso me faz bem.
Quando eu era garoto, o termo "Wi-Fi" parecia coisa de ficção científica. Na verdade, a gente nem tinha televisão para passar o tempo! O meu "computador" da época era a força de vontade, e a minha "tela brilhante" era a chama de um candieiro.
Lembro perfeitamente de ficar sentado em cima de um pano estendido no chão, estudando sob aquela luz amarelada. Para conseguir comprar os cadernos e lápis, a rotina era pesada: trabalhei em várias funções, e o corte de cana era uma presença certa na minha vida. O suor no canavial era o preço que eu pagava para poder continuar sonhando através dos livros.
Apesar da simplicidade, a minha curiosidade com o avanço do mundo sempre foi gigante. A minha primeira grande "revolução tecnológica" pessoal foi a chegada do meu primeiro celular: o famoso Nokia tijolão.
Aquilo não tinha internet, não rodava vídeo, mas servia para ligar e, claro, jogar o inesquecível jogo da cobrinha (Snake). Aquele aparelho prometia resistir a qualquer queda — e resistia mesmo! Foi a minha primeira porta de entrada para o mundo dos eletrônicos.
Aos poucos, a tecnologia foi deixando de ser apenas uma curiosidade distante para se tornar a ponte que mudou a minha vida. Estudar me tirou do chão de terra e me trouxe para os laboratórios e salas de aula.
Hoje, como químico e mestrando, o meu objetivo é usar todo esse ecossistema digital a favor da aprendizagem. Quero dominar as novas ferramentas tecnológicas e acompanhar a evolução da inteligência artificial e dos recursos didáticos digitais.
Não apenas para ser mais produtivo, mas para devolver isso para a educação. Quero mostrar para outros jovens — inclusive aqueles que hoje estudam à luz de um candeeiro ou com pé na terra — que o conhecimento, misturado com as ferramentas certas, tem o poder de transformar qualquer realidade.

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